15 Hábitos Financeiros Que Estão Sabotando o Seu Negócio

15 Hábitos Financeiros Que Estão Sabotando o Seu Negócio
Facebook
Pinterest
Twitter
LinkedIn

O dinheiro da sua empresa parece evaporar antes mesmo de o mês fechar? Você trabalha incansavelmente, vê o faturamento entrar, mas na hora de fechar o balanço, a conta simplesmente não bate? Se essa sensação é familiar, saiba que o problema raramente está no volume de vendas, mas sim nos hábitos financeiros invisíveis que se repetem diariamente, minando a saúde do seu CNPJ.

Muitos empreendedores, especialmente micro e pequenos empresários, acreditam que a gestão financeira é um bicho de sete cabeças ou algo que “depois eu vejo”. Eles focam 100% na operação – vender, entregar, atender – e deixam a gestão do dinheiro em segundo plano. No entanto, no mundo dos negócios, o que não é medido não é gerenciado. E o que não é gerenciado, vira prejuízo.

Continua após a publicidade..

Na Real Contábil, lidamos diariamente com empreendedores talentosos que enfrentam exatamente esse desafio. Em nossa experiência, identificamos um padrão de 15 hábitos que, embora pareçam pequenos no dia a dia, são os verdadeiros responsáveis por “sugar” o lucro e impedir o crescimento. A boa notícia é que todos eles podem ser corrigidos.

Neste artigo completo, vamos dissecar cada um desses hábitos, transformando o “contabilês” em português claro, e mostrar como uma gestão contábil estratégica pode ser a chave para virar esse jogo. Prepare-se para um diagnóstico honesto da sua saúde financeira.

Seção 1: A Tríade da Desorganização – Os Erros de Base

Antes mesmo de falarmos sobre dívidas ou crédito, precisamos olhar para a fundação da sua gestão. Muitos negócios falham não por falta de um bom produto, mas por falta de um bom mapa. Estes são os hábitos que criam o caos antes mesmo de o dinheiro entrar.

Continua após a publicidade..

1. Não Ter Metas Financeiras Claras (Hábito do “Deixa a Vida Me Levar”)

Na vida pessoal, não ter objetivos claros significa viver no piloto automático. Nos negócios, é fatal. Viver no piloto automático empresarial significa que você não sabe quanto precisa faturar para cobrir os custos, qual é sua meta de lucro líquido ou quanto precisa guardar para investir na expansão. Sem metas, qualquer “comprinha” para a empresa parece justificada, e qualquer resultado (mesmo que medíocre) parece aceitável.

A Solução: Substitua “quero crescer” por metas SMART (Específicas, Mensuráveis, Atingíveis, Relevantes e Temporais). Por exemplo: “Aumentar o faturamento em 15% nos próximos 6 meses, mantendo a margem de lucro em 20%”. Um objetivo claro transforma a forma como você gasta. Ele te força a perguntar: “Essa despesa me aproxima da minha meta ou me afasta dela?”

2. Viver sem Orçamento Empresarial (Hábito da “Estimativa Mental”)

Esse é um clássico. O empreendedor “acha” que gasta X com fornecedores e Y com marketing. Ele tem uma estimativa na cabeça, mas quando colocamos no papel (ou na planilha), os números reais são assustadoramente maiores. O orçamento não é uma ferramenta para te prender; é uma ferramenta para te libertar. Ele te dá clareza absoluta sobre para onde o dinheiro está indo.

Pense no orçamento como o plano de voo do seu negócio. Você não decolaria um avião sem saber o destino ou quanto combustível precisa. Por que você faria isso com sua empresa? Sem ele, seu negócio vira um balde furado. Como disse Benjamin Franklin, “um pequeno vazamento pode afundar um grande navio”.

A Solução: Nós, da Real Contábil, sempre orientamos nossos clientes a começar pelo básico: categorize seus gastos (fixos e variáveis) e receitas. Use uma planilha ou um sistema simples. O mais importante é criar o hábito de revisar esse orçamento semanalmente. Isso transforma o “eu acho” em “eu sei”.

3. Negligenciar a Educação Financeira (Hábito do “Contabilidade é Só Imposto”)

Muitos empreendedores veem a contabilidade como uma obrigação chata para pagar o DAS (no caso do MEI ou Simples Nacional) e evitar problemas com o Fisco. Isso é um desperdício de potencial. A contabilidade não é sobre matemática difícil; é sobre comportamento e tomada de decisão.

Quando você não entende o básico – o que é fluxo de caixa, a diferença entre faturamento e lucro, o que é capital de giro – você se torna refém de decisões impulsivas e de “oportunidades” que, na verdade, são armadilhas. Educação financeira empresarial é sua principal defesa contra a ansiedade de não saber se terá dinheiro para pagar as contas no próximo mês.

A Solução: Você não precisa ser um contador (para isso, você tem a nós!), mas precisa entender os números do seu negócio. Comprometa-se a aprender. E, mais importante, use sua contabilidade como uma ferramenta de gestão. Peça ao seu contador relatórios que você entenda. Aqui na Real Contábil, nossa missão é ser didático, traduzindo os números em ações práticas para o seu crescimento.

Seção 2: O Erro Fatal que Destrói 9 em 10 Pequenas Empresas

Podemos falar horas sobre investimentos, planilhas e metas, mas se você comete este único erro, todo o resto é inútil. É o hábito mais comum e, sem dúvida, o mais destrutivo para qualquer MEI, profissional liberal ou dono de pequena empresa.

4. Misturar Finanças Pessoais (CPF) com as da Empresa (CNPJ)

Esse hábito é o “câncer” da gestão financeira de PMEs. Começa inocentemente: “Vou só pagar o supermercado com o cartão da empresa, depois eu reponho”. Ou: “Vou usar meu limite pessoal para cobrir o fornecedor esse mês”. Em pouco tempo, vira um caos absoluto.

Quando você mistura as contas, você perde completamente a noção da saúde financeira do seu negócio. A empresa realmente dá lucro? Ou é o seu dinheiro pessoal que está subsidiando uma operação deficitária? Você nunca sabe quanto pode reinvestir, qual é o seu custo real ou se tem margem para crescer.

No começo de um MEI, isso parece inofensivo. Mas, com o tempo, você não sabe se o dinheiro que “sobrou” é seu ou da empresa. Você tira dinheiro do caixa para uma emergência pessoal e, no dia seguinte, falta para pagar o imposto ou a folha de pagamento.

Por que isso é tão perigoso?

Além da confusão gerencial, há riscos legais e fiscais. Se a Receita Federal identifica essa “confusão patrimonial”, ela pode desconsiderar a separação entre pessoa física e jurídica. Isso significa que, em caso de dívidas da empresa (inclusive fiscais), seus bens pessoais (casa, carro) podem ser usados para quitar os débitos.

A Solução Prática e Definitiva

A solução é simples, mas exige disciplina:

  1. Contas Separadas: Tenha uma conta bancária para o CPF e outra 100% separada para o CNPJ. Todo o faturamento da empresa entra na conta CNPJ, e todas as despesas da empresa saem dela.
  2. Defina um Pró-Labore: O pró-labore é o “salário do dono”. É um valor fixo que você define (com ajuda do seu contador) e transfere da conta CNPJ para sua conta CPF todo mês, no mesmo dia. Esse é o seu dinheiro. A partir daí, você paga suas contas pessoais (aluguel, escola, supermercado) com o que está na sua conta CPF.

O que sobrar na conta da empresa depois de pagar todas as despesas e o seu pró-labore é o lucro. Esse lucro pertence à empresa e deve ser usado para reinvestimento, reserva de emergência empresarial ou distribuição de lucros (que também deve ser planejada com seu contador).

Seção 3: Os Vilões do Fluxo de Caixa – Hábitos de Crédito e Dívidas

O fluxo de caixa é o oxigênio da sua empresa. Você pode ter um negócio lucrativo no papel, mas se o dinheiro não entra a tempo de pagar as contas, você “morre afogado”. Estes hábitos são os que mais sufocam o caixa do empreendedor.

5. Usar o Cheque Especial da Conta PJ como Capital de Giro

O cheque especial não é uma extensão do seu caixa; é um empréstimo de emergência com juros altíssimos (muitas vezes acima de 130% ao ano). Muitos empresários se acostumam a “ficar negativos” no fim do mês. O faturamento cai, cobre o buraco, e o ciclo recomeça. O que parece ser praticidade é, na verdade, um contrato silencioso onde você entrega uma fatia enorme do seu lucro ao banco, mês após mês.

A Solução: Planeje-se para sair dessa dívida. Considere trocar essa dívida cara por uma linha de crédito para capital de giro, com juros muito menores e prazo definido. E o mais importante: ajuste seu orçamento para que a empresa opere no azul.

6. Abusar do Parcelamento no Cartão de Crédito PJ

“Promoção imperdível de matéria-prima em 12x sem juros!” O empreendedor olha apenas o valor da parcela e acha que “cabe no orçamento”. O problema é que ele esquece de somar as outras 10 parcelas de outras compras que já estão rodando. O parcelamento em si não é o vilão, mas o uso dele por impulso, sem planejamento, é.

A Solução: Use o parcelamento de forma estratégica, apenas para itens duráveis ou investimentos que vão gerar mais receita (como uma máquina nova). Antes de parcelar, pergunte-se: “Se eu não pudesse parcelar, eu ainda compraria? Eu realmente preciso disso agora?”

7. Viver no Rotativo ou Pagar o Mínimo da Fatura PJ

Este é o passo seguinte ao descontrole do parcelamento. A fatura do cartão da empresa vem alta, você não tem caixa para pagar o total e opta pelo mínimo. Você não está “ganhando tempo”; você está comprando a dívida mais cara do mercado, com juros que podem passar de 400% ao ano. Você não está mais pagando pelo que comprou; está pagando juros sobre seus impulsos.

A Solução: Nunca pague o mínimo. É sempre melhor negociar um parcelamento formal da fatura (com juros bem menores que o rotativo) ou buscar um empréstimo pessoal (no seu CPF) para quitar o cartão PJ e ficar com uma dívida mais barata.

8. Ignorar Renegociação de Dívidas (Fiscais ou de Fornecedores)

Muitos empreendedores têm vergonha de admitir que estão devendo. Eles fingem que não viram o boleto do fornecedor ou, pior, a guia do imposto. Fugir só aumenta os juros e as multas. Negociar não é vergonha; é gestão.

A Solução: Seja proativo. Se você sabe que não vai conseguir pagar o Simples Nacional este mês, ou se está com impostos atrasados, fale conosco. Existem programas de parcelamento (como o PERT) e formas legais de regularizar sua situação sem quebrar seu caixa. O mesmo vale para fornecedores: uma negociação honesta preserva a relação e é melhor do que “sumir”.

9. Deixar Dinheiro Parado na Conta Corrente PJ

O oposto também é um problema. Você poupou, fez uma reserva, e o dinheiro está lá, parado na conta corrente da empresa, perdendo valor para a inflação. Dinheiro de pessoa jurídica também precisa trabalhar para você.

A Solução: Converse com seu gerente PJ sobre investimentos simples e seguros, como um CDB de liquidez diária do seu banco que renda no mínimo 100% do CDI. É seguro, simples e garante que sua reserva de emergência empresarial esteja rendendo.

Seção 4: Os Vazamentos Invisíveis – Hábitos de Mentalidade

Finalmente, chegamos aos hábitos mais sutis. Eles não estão nas grandes dívidas, mas nos pequenos gastos diários e na forma como você enxerga o sucesso da sua empresa. São os pequenos vazamentos que afundam o navio.

10. Deixar Pequenos Vazamentos Passarem (O “Gasto Formiga”)

São os R$ 30 do delivery para o escritório, os R$ 50 daquela assinatura de software que ninguém usa, a taxa de R$ 15 do banco que poderia ser negociada. Parecem inofensivos, mas somados no fim do ano, representam milhares de reais que poderiam ter ido para o seu lucro ou para um investimento.

A Solução: Revise seu extrato empresarial com um pente fino. Crie “empurrões” a seu favor. Quer gastar menos com delivery? Estipule um valor máximo por mês no orçamento. Torne o errado difícil e o certo fácil.

11. Não Planejar Despesas Anuais da Empresa

13º salário dos funcionários, férias, IPVA do carro da empresa, anuidade do conselho profissional, renovação de licenças. Nada disso é surpresa. São despesas 100% previsíveis. No entanto, muitos empresários são pegos de surpresa e precisam recorrer ao cheque especial para cobri-las. Isso não é um “imprevisto”, é falta de planejamento.

A Solução: Crie “contas provisionadas”. Some o valor estimado dessas despesas anuais (13º, férias, etc.), divida por 12 e guarde esse valor todo santo mês em uma aplicação separada. Quando a conta chegar, o dinheiro já estará lá. A Real Contábil faz essa gestão de Folha de Pagamento e provisões para você, garantindo que você nunca seja pego de surpresa.

12. Delegar o Bem-Estar Financeiro ao Acaso (Apostas)

Isso pode parecer um hábito pessoal, mas vemos cada vez mais empreendedores usando o dinheiro da empresa em apostas esportivas ou jogos de azar, na esperança de “salvar o mês” ou “dar um salto”. A matemática aqui é implacável: a casa sempre ganha. Depender da sorte é delegar o futuro do seu negócio ao acaso.

A Solução: Aposte em você. Em conhecimento, em gestão, em disciplina. O único caminho seguro para o crescimento é o trabalho consistente, não um bilhete de loteria.

13. Generosidade Imprudente com o Caixa da Empresa

Ser generoso é ótimo, mas não às custas da saúde do seu CNPJ. Isso inclui emprestar o cartão da empresa para amigos ou familiares, ou usar o caixa para “ajudar” um funcionário sem um processo formal de adiantamento. Se a pessoa está pedindo seu cartão emprestado, é um sinal de que a vida financeira dela não está segura. Não transfira esse risco para o seu negócio.

A Solução: Saiba dizer não. Ofereça ajuda de outras formas, mas proteja o caixa da sua empresa. Ele é o sangue que a mantém viva.

14. Usar o Cartão Pessoal para “Ajudar” a Empresa

É a outra face do hábito 4. O empreendedor usa o próprio cartão de crédito para comprar matéria-prima ou pagar um fornecedor “porque o limite pessoal é maior”. Isso não só perpetua a confusão patrimonial, mas também mascara a realidade: se a empresa precisa constantemente do seu dinheiro pessoal para operar, ela não é financeiramente saudável.

A Solução: A empresa precisa ter seu próprio crédito e seu próprio caixa. Se o limite do cartão PJ é baixo, é porque o banco ainda não confia no faturamento dela. O caminho é organizar a contabilidade para provar ao banco que a empresa é sólida, e não usar seu CPF como muleta.

15. Inflar o Custo Fixo da Empresa sem Reserva

A renda da empresa melhorou? Ótimo! O primeiro impulso de muitos é “dar um upgrade”: mudar para um escritório maior, contratar mais gente, trocar o carro da empresa. O problema é fazer isso sem antes construir um “colchão financeiro”. Esses novos custos são fixos; eles virão mesmo que o faturamento caia no mês que vem.

A Solução: Quando a renda subir, segure o padrão de vida da empresa por pelo menos 6 meses. Use esse fôlego para construir uma reserva de emergência empresarial (idealmente, 3 a 6 meses do seu custo fixo). Só depois de ter essa segurança, assuma novos custos fixos de forma planejada.

Conclusão: Transformando Hábitos em Lucro com um Parceiro Real

Mudar 15 hábitos de uma vez parece assustador. Mas a jornada financeira do seu negócio começa com um único passo: a decisão de ter clareza. Você não precisa fazer isso sozinho. A diferença entre uma empresa que patina e uma que cresce de forma sustentável está, muitas vezes, em ter um parceiro estratégico olhando para os números.

Nós, da Real Contábil, somos especialistas em contabilidade para pequenas e médias empresas. Nossa função vai muito além de apurar impostos e gerenciar a folha de pagamento. Nossa missão é ser o seu “copiloto” financeiro, traduzindo a complexidade fiscal e contábil em relatórios simples que te ajudem a tomar as melhores decisões.

Abertura de empresa, gestão fiscal do Simples Nacional, eSocial, pró-labore – nós cuidamos de toda a burocracia para que você possa focar no que faz de melhor: cuidar do seu cliente e crescer o seu negócio. Corrigir esses hábitos é o primeiro passo para transformar seu esforço em lucro real e previsível.

Quer parar de apagar incêndios e começar a construir um negócio sólido de verdade? Entre em contato conosco. Vamos organizar a casa e colocar sua empresa no caminho do crescimento.

Picture of Real Contábil
Real Contábil

Contabilidade Empresarial

Outros Posts

Continua após a publicidade..

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *